Perto de metade dos norte-americanos apoiam extinção de ICE após morte no Minnesota

Além disso, 47% dos inquiridos consideram que o ICE está a tornar os norte-americanos “menos seguros”, em contraste com 34% que acham que a agência cria “mais segurança” no país.

A sondagem foi realizada entre 9 e 12 de janeiro, após a morte, a 7 de janeiro, de Renee Nicole Good, uma cidadã norte-americana branca de 37 anos que foi mortalmente baleada por agentes do ICE durante uma operação em Minneapolis, o que desencadeou protestos a nível nacional contra a agência.

O Governo do presidente norte-americano, Donald Trump, acusou a mulher de “terrorismo interno” porque, segundo os agentes do ICE, tentou atropelá-los com o seu veículo.

No entanto, as autoridades locais refutaram esta versão, afirmando que as imagens de vídeo mostram que ela estava a tentar afastar-se, mas os agentes perseguiram-na.

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Metade dos norte-americanos, 50%, considerou que o assassinato de Renee Nicole Good “não foi justificado”, ao passo que menos de um terço, 30%, o considerou “justificado”, e os restantes disseram não ter a certeza, segundo a sondagem da empresa internacional de estudos de opinião YouGov e da revista norte-americana The Economist.

O inquérito mostrou também que quase três quartos da população, 73%, pensa que o ICE deve usar fardas quando faz operações de detenção, e 56% afirmaram que não deveria ser permitido que usem máscaras, como denunciaram pessoas detidas pela agência.

Quase metade, 49%, declararam ter “muito pouca” confiança no ICE, em comparação com 15% que expressaram “grande confiança” e 17% que manifestaram “enorme confiança”.

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O incidente aumentou o escrutínio da agência por parte de democratas progressistas, tendo a congressista Alexandria Ocasio-Cortez hoje reiterado que a sua posição continua a ser a de extinguir o ICE, responsável pela execução da política de deportações em massa do Governo Trump.

Mas o ICE anunciou na semana passada um aumento de 120% do seu contingente, após a contratação de 12 mil agentes, elevando o total para 22 mil, graças à “grande e bela lei” assinada por Trump no ano passado, que a tornará a maior agência de segurança dos Estados Unidos.

A sondagem foi realizada junto de uma amostra de 1602 cidadãos norte-americanos por meio de entrevistas digitais e tem uma margem de erro de 3,3%.