Trump diz que um acordo de paz na Ucrânia o ajudaria a “ir para o céu”

Foto: Andrew Caballero-Reynolds / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, esta terça-feira, que um acordo de paz na Ucrânia poderia aumentar as suas hipóteses de ir para o céu, brincando que as suas possibilidades de alcançar a glória atualmente são baixas.
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O líder republicano já havia mostrado o desejo de pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia como parte da sua aspiração a ser indicado ao Prémio Nobel da Paz.
No entanto, um dia depois de receber na Casa Branca o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e os líderes de várias nações europeias, Trump afirmou que as suas motivações não são apenas terrenas. “Quero tentar ir para o céu, se possível”, declarou Trump no programa “Fox & Friends” da emissora “Fox News”. “Ouvi dizer que não estou a ir bem, que estou na parte mais baixa da hierarquia! Mas, se chegar ao céu, esta será uma das razões”.
Ao longo dos anos, o multimilionário republicano esteve envolvido em vários escândalos, foi submetido a dois processos de impeachment no seu primeiro mandato (2017-2021) e é o primeiro presidente dos Estados Unidos a receber uma condenação criminal, num caso relacionado a subornos a uma ex-estrela pornográfica.
No entanto, desde que sobreviveu a uma tentativa de assassinato no ano passado, Trump tornou-se cada vez mais religioso. Na sua posse em janeiro, afirmou ter sido “salvo por Deus para tornar a América grande novamente”. Trump, que conta com forte apoio da direita religiosa americana, abraçou os princípios da fé com muito mais força na sua segunda presidência. O republicano criou um Escritório da Fé e nomeou uma assessora espiritual oficial, Paula White, que conduziu várias sessões de oração na Casa Branca.
De acordo com a secretária de imprensa de Trump, Karoline Leavitt, “o presidente falava a sério” sobre os seus comentários sobre a Ucrânia desta terça-feira. “Acredito que o presidente quer ir para o céu, como espero que todos nesta sala queiram”, disse Leavitt, de 27 anos, aos jornalistas.