Prestação Social Única: Ventura admite votar a favor se sociais-democratas aceitarem alterações

André Ventura diz que o Chega e o PSD estão em negociações sobre a Prestação Social Única. O partido admite votar a favor da proposta do Governo, se os sociais democratas acolherem propostas, incluindo limitar o acesso deste apoio a imigrantes.

O presidente do Chega reúne-se na quinta-feira com o primeiro-ministro para discutir a reforma laboral e Prestação Social Única.

André Ventura admite aprovar a nova prestação social, mas apenas se o Governo acolher as alterações propostas pelo partido.

Para aprovar a proposta do Governo, o Chega falou em três condições: cortar no rendimento social de inserção, apoiar o regresso de emigrantes e impor cinco anos de descontos aos imigrantes para poder aceder à Prestação Social Única.

No documento que o partido enviou às redações, afinal, são sete no total. Entre as quais, reforçar a fiscalização da segurança social.

A três dias do debate, que acontece na sexta-feira, o Governo ainda não tem om quem aprovar a medida. O PS já disse que, se tudo ficar como está, vai votar contra.

Ventura admita viabilizar reforma laboral na generalidade

O presidente do Chega admitiu também, esta terça-feira, viabilizar na generalidade as alterações à lei laboral, caso o Governo aceite as suas condições, como a descida da idade da reforma ou a reposição dos dias de férias.

Em declarações aos jornalistas na Moita, distrito de Setúbal, André Ventura referiu-se à reunião que vai ter com o primeiro-ministro na quinta-feira, antecipando que lhe dirá que “não há caminho para andar” se não aceitar as reivindicações que o Chega tem colocado.

Questionado se o Chega está disponível para alterar o voto contra que anunciou quando a proposta de reforma laboral for debatida na generalidade, Ventura respondeu que “as negociações são isso mesmo”.

“O Chega tem propostas, descer a idade da reforma, limitar as reformas milionárias, garantirmos que há valorização do trabalho por turno, trabalho extraordinário, proteção das mães trabalhadoras. Tudo isso agora está do lado do Governo, se o Governo decidir voltar atrás e fazer o caminho que achamos que deve ser feito, obviamente, como sempre dissemos, o caminho está aqui e há caminho para ser feito”, indica.

Questionado sobre a possibilidade de a proposta descer sem votação à especialidade, André Ventura defendeu que “não faz sentido o Governo ter antecipado a questão da colocação à votação e agora ir baixar à especialidade sem votação”.

“Eu acho que o Governo quer uma clarificação sobre esta matéria. Se não houver acordo nestes temas que aqui disse, esta legislação laboral não é boa, tal como proposta pelo Governo, esta legislação laboral prejudica as pessoas”, sustenta.