Maioria dos portugueses dá negativa ao ministro da Educação e não reconhece capacidade reformista ao Governo

Um estudo de opinião, realizado pela GFK Metris entre 13 e 20 de julho, apanhou em cheio os dias horribilis do ministro Fernando Alexandre, com atrasos e erros na classificação dos exames do secundário, e os problemas com a digitalização. Talvez por isso, a esmagadora maioria dos portugueses não reconhece capacidade reformista a este Governo.

Os portugueses inquiridos nesta sondagem não têm a opinião que Fernando Alexandre gostaria: 42% consideram que o desempenho do ministro da Educação tem variado entre o muito mau e o mau.

Ainda assim, há 30% que pensam exatamente o contrário e 18% que acham que, no cômputo geral, o trabalho de Fernando Alexandre tem sido razoável, enquanto 9% não sabem nem respondem.

Mais claro é o que pensam sobre a capacidade reformista deste Governo: 60% consideram que é pouca ou nenhuma.

Apenas 37% que veem vontade de mudança no Executivo liderado por Luís Montenegro.

Quando é pedida aos inquiridos uma avaliação global do comportamento do Governo, as opiniões dividem-se.

É certo que a maioria – 40% – acha que tem sido bom ou mesmo muito bom, pouco mais que 36% consideram que tem sido mau ou mesmo muito mau, e 21% dizem que tem sido razoável.

Nada positiva é a opinião que os portugueses têm das três viagens de Luís Montenegro ao Mundial para assistir aos jogos da Seleção Nacional: 60% dos inquiridos consideram que foram pouco ou até nada adequadas.

Pouco mais de um terço (35%) não viu qualquer problema nas deslocações do primeiro-ministro aos Estados Unidos, e 5% não têm opinião formada.

A SIC e o Expresso quiseram ainda saber o que pensam os portugueses sobre Pedro Passos Coelho, que tem tido intervenção pública recorrente nos últimos meses, quando comparado com o atual primeiro-ministro.

A maioria dos inquiridos (32%) consideram que Passos Coelho, se fosse chefe do Governo, não agiria de forma muito diferente de Montenegro. Já 28% admitem que seria pior e quase tantos, 27% preveem que seria melhor.

FICHA TÉCNICA

Este relatório baseia-se numa sondagem telefónica cujo trabalho de campo, desenvolvido pela GfK Metris, decorreu entre os dias 13 e 20 de julho de 2026, desenvolvido pela GfK Metris.

O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal.

Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (3 grupos), Instrução (3 grupos) e Região (9 Regiões NUTS II 2024).

A informação foi recolhida através de entrevista telefónica, pelo sistema CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing). Foram contactados 5.968 números de telefone elegíveis (correspondentes a indivíduos pertencentes ao universo) e obtidas 800 entrevistas válidas (taxa de resposta de 13%, taxa de cooperação de 24%).

O trabalho de campo foi realizado por 33 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo.

A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 800 inquiridos é de +/- 3,5%, com um nível de confiança de 95%.