Porta-drones da Marinha Portuguesa já flutua. Veja as imagens deste navio único

A cerimónia de flutuação da Plataforma Naval Multifuncional, o futuro “NRP D. João II”, da Marinha Portuguesa, decorreu nesta terça-feira, nos estaleiros da DAMEN, em Galați, na Roménia. O navio conhecido por porta-drones, pelas capacidades de operar este tipo de aparelhos aéreos e marítimos, tem data de entrega prevista para o primeiro semestre de 2027. É o único na União Europeia.
Na cerimónia, esteve presente o Superintendente do Material, Vice-almirante Fernando Jorge Pires, em representação do Chefe do Estado-Maior da Armada, o Embaixador de Portugal e o Embaixador dos Países Baixos na Roménia, representantes do estaleiro, bem como diversas entidades civis e militares portuguesas e romenas, revela a Marinha Portuguesa, em comunicado.

Desenvolvido pela Marinha em parceria com a DAMEN, o futuro “NRP D. João II” será uma Plataforma Naval Multifuncional, integrando capacidades científicas, arquitetura modular e elevada flexibilidade operacional, permitindo a adaptação a um amplo espectro de missões.
Foi projetado para assegurar presença sustentada no mar, com autonomia de até 45 dias com guarnição de 48 elementos e 42 cientistas e operadores de sistemas não tripulados, permitindo missões de monitorização ambiental, investigação e prospeção do fundo marinho, recolha e processamento de dados oceânicos, bem como o apoio à ciência, à economia e ao conhecimento do mar.

Esta plataforma está ainda concebida para operar, de forma integrada e modular, sistemas não tripulados aéreos, de superfície e subaquáticos, utilizados como instrumentos ao serviço das missões e da produção de conhecimento, assegurando elevada interoperabilidade com entidades civis, científicas e académicas. “Terá laboratórios embarcados, postos de socorro médico e capacidade para movimentação de cargas. Esta plataforma possui ainda um conceito totalmente revolucionário de cariz modelar, determinado pela capacidade de adaptação rápida da plataforma em função da tipologia de tarefas a desenvolver e do local geográfico em que terá de atuar”, disse o almirante Gouveia e Melo, durante a assinatura do contrato.