Paulo Rangel: o Governo está sempre “aberto a negociar”, mas o Chega mudou “completamente de posição” sobre a PSU
O PSD voltou a procurar um entendimento com o Chega, mas acabou por chegar a acordo com o Partido Socialista (PS) para aprovar a Prestação Social Única (PSU). O líder da bancada social-democrata, Hugo Soares, lamentou a posição assumida pelo partido de André Ventura e afirmou que o Chega “voltou a borregar”.
No programa “Importa-se de Repetir” desta semana, Paulo Rangel, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, afirmou que o Governo de Luís Montenegro, por ser minoritário, precisa de negociar, seja com o Chega ou com o Partido Socialista (PS), e que está disponível para o fazer.
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O governante destacou, no entanto, que o partido liderado por André Ventura mudou “completamente de posição”, à semelhança do que já aconteceu noutras ocasiões no passado.
Questionado sobre a eventual criação de uma comissão para estudar o impacto da redução da idade da reforma, anunciada por Luís Montenegro, Paulo Rangel afirmou que o PSD sempre deixou claro que esta era uma das suas “linhas vermelhas” e que não iria ceder perante essa exigência do Chega.
“O que o Chega ia fazer era baixar as reformas e as pensões. O nosso compromisso, desde o início, e que o primeiro-ministro Luís Montenegro repetiu várias vezes, é manter o contrato de confiança com os reformados e pensionistas”, afirmou.
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‘Importa-se de repetir?’ é um espaço de análise política com Bernardo Ferrão, Ângela Silva e Paulo Baldaia, todas as quartas-feiras na Edição da Noite da SIC Notícias. Todas as semanas, é debatida uma declaração da atualidade que tenha deixado dúvidas ou causado perplexidade.