Mulher de Pedro Sánchez convocada por juiz em novo caso de desvio de fundos

Foto: Cristina Quicler / AFP
A mulher do presidente do governo espanhol foi convocada por um juiz no âmbito de uma investigação por desvio de fundos, declarou um porta-voz de um tribunal de Madrid, esta terça-feira, num novo episódio dos casos que envolvem pessoas ao redor de Pedro Sánchez.
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Begoña Gómez foi convocada ao tribunal para ser interrogada a 11 de setembro por um suposto caso de desvio de fundos públicos, afirmou o porta-voz à AFP, sem dar detalhes.
De acordo com a imprensa espanhola, o juiz quer saber se uma funcionária da equipa do chefe de governo trabalhou para Gómez, então a cargo de um curso de mestrado na Universidade Complutense de Madrid. Este trabalho poderia ser considerado um uso indevido de recursos públicos (tempo e salário da funcionária) para fins particulares da mulher de Sánchez.
Desde abril de 2024, Begoña Gómez também é acusada de corrupção e tráfico de influência. A investigada, que dirigia um mestrado em gestão na universidade até ao início das aulas de 2024, é considerada suspeita pelo juiz de ter utilizado as funções do marido em benefício próprio para obter financiamentos para o programa de pós-graduação, especialmente diante do empresário Juan Carlos Barrabés.
A investigação provocou uma forte disputa entre a Procuradoria e o juiz responsável pelo caso, a esquerda e o presidente do governo, que citou uma campanha de difamação orquestrada pela extrema-direita e pela oposição de direita.
O inquérito foi aberto após queixas de dois grupos relacionados com a extrema-direita.
Begoña Gómez já se tinha apresentado ao tribunal em julho de 2024, onde exerceu o seu direito de permanecer em silêncio.
A investigação é um dos muitos casos de corrupção que envolvem pessoas próximas a Sánchez e que levou a oposição a pedir a sua renúncia. Entre alguns dos investigados estão o ex-colaborador próximo de Sánches Santos Cerdán, o ex-ministro e colaborador José Luis Ábalos, o seu conselheiro Koldo García e o irmão mais novo do presidente do governo espanhol, David Sánchez.