Marcelo vê futuro melhor do que o passado e com “ainda maior crescimento”

Depois, novamente, “ano novo, vida nova”, mas cá para dentro: “Mais saúde, mais educação, mais habitação, mais justiça, ainda mais crescimento, ainda mais emprego e menor pobreza e desigualdade e sempre mais tolerância, mais concordância e sentido de coesão nacional”, referiu.

A poucos dias das presidenciais, apontou ao futuro com esperança e a certeza que será melhor do que o passado “com ideias, soluções e pessoas novas. É essa a natureza e a força da democracia”. “O povo escolhe livremente o que quer e quem quer para o futuro com a esperança que seja diferente e melhor do que o passado”, acrescentou.

O chefe de Estado atestou que essa garantia de um horizonte melhor está plasmado nos portugueses “nascidos ou acolhidos cá dentro ou lá fora que fazem todos os dias Portugal”. E citou a personagem de Gonçalo Mendes Ramires, na obra “A Ilustre Casa de Ramires”, de Eça de Queirós, que alude às qualidades e defeitos dos portugueses, para deixar ao de leve uma crítica a quem tem “a esperança constante nalgum milagre, no velho milagre de Ourique, que sanara todas as dificuldades”.

Qualidades e defeitos

E continuou: “Um fundo de melancolia, apesar de tão palrador, tão sociável. A desconfiança terrível de si mesmo, que o acobarda, o encolhe, até que um dia se decide, e aparece um herói, que tudo arrasa… Até aquela antiguidade de raça, aqui pegada à sua velha Torre, há mil anos… Até agora aquele arranque para a África… Assim todo completo, com o bem, com o mal, sabem vocês quem ele me lembra? Portugal”.

No final atirou: “Com qualidades e coragem excecionais, que de longe superam os defeitos, assim somos há quase 900 anos, assim seremos sempre”. A mensagem de 2027 terá um novo protagonista.