Caravana humanitária para Gaza: MNE confirma que há uma portuguesa detida na Líbia

O Governo confirma que há uma portuguesa detida na Líbia, entre o grupo de 71 pessoas da iniciativa “Global Sumud Land Convoy”. A ativista vai ser presente a tribunal, que deverá determinar a sua expulsão. O MNE garante estar a prestar proteção consultar.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) refere que a portuguesa “não terá sido autorizada” a passar a fronteira com o Egito num dos pontos de verificação no território da Líbia, que, por motivos de segurança, só permite a passagem de egípcios e líbios.
A portuguesa está detida em Bhengazi, a 1.040 quilómetros a leste da capital, com um grupo de pessoas de outras nacionalidades, por “alegadamente ter cometido uma infração”.
O grupo será presente a um tribunal, que, segundo o Governo, deverá “determinar a sua expulsão do território”.
Na nota, o MNE garante estar a acompanhar a situação e a prestar proteção consultar, “em estreita coordenação com as autoridades italianas no quadro dos instrumentos de cooperação europeia em matéria consular”. Envolveu ainda as embaixadas em Roma, em Ancara e no Cairo.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros destaca que desaconselha “há muito” viagens para a Líbia ou qualquer outro local que “de forma notória, comporte sérios riscos”.
A portuguesa trata-se de Ana Margarida França Santana Baptista, segundo uma das coordenadoras dos movimentos portugueses associados à Global Sumud Land à Lusa.
Na Líbia, a caravana, que está incontactável desde domingo, saiu de Zwaiya (a cerca de 50 quilómetros de Tripoli) com destino a Sirte (460 quilómetros a leste da capital líbia). Planeava chegar à Faixa de Gaza no dia 15 de maio.
A Global Sumud Land pretende levar ajuda a Gaza por terra. O movimento é paralelo à flotilha Global Sumud, cujos ativistas foram detidos na semana passada pelo exército de Israel em águas internacionais.