Ministro das Finanças defende que o aumento das propinas é uma “medida de justiça social”
O ministro das Finanças defende que o aumento das propinas é uma medida de justiça social. Garante que se trata de um aumento de 12 euros por ano, que vai permitir que as universidades sejam mais eficientes. Joaquim Miranda Sarmento não vê razões para que haja contestação nas ruas.
Em França, há semanas que os estudantes do secundário lutam nas ruas por melhores condições de ensino.
Em Portugal, o contexto é diferente, mas o movimento estudantil está a organizar-se para contestar a mais recente intenção do Governo de aumentar as propinas no ensino superior.
“A nossa escolha foi reforçar a ação social e agora entendemos que as propinas devem ser descongeladas. Estamos a falar de um aumento de 12 euros por ano, um euro por mês”, refere o ministro das Finanças.
- Governo descongela valor das propinas a partir de 2027/2028
Joaquim Miranda Sarmento considera que “não há razão” para contestação em Portugal, uma vez que é uma “medida de justiça social”.
O ministro até pode não ver razões, mas há pelo menos cinco associações de estudantes que estão a organizar uma manifestação a 21 de outubro à porta da sede do Governo, em Lisboa.
Do aumento das propinas ao aumento do custo de vida, dos problemas na habitação aos problemas nos serviços públicos, a contestação social está nas ruas e garante que vem para ficar.
Os protestos regressam a 17 de outubro.