Inverno histórico de chuva e tempestades não trava aridez em PortugalBill Gates vai depor no Congresso sobre o caso Epstein

Foto: Saul Loeb / AFP
O multimilionário Bill Gates vai depor, no dia 10 de junho, perante uma comissão do Congresso dos Estados Unidos que investiga as ligações do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
O cofundador da Microsoft está entre os nomes e as caras que aparecem entre milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que revelaram amizades próximas, operações financeiras ilícitas e fotos privadas de personalidades proeminentes com Jeffrey Epstein.
Segundo um porta-voz do bilionário e filantropo, citado pelo site “Politico”, Gates “está contente” com a oportunidade de se apresentar à comissão. “Ele nunca assistiu, nem participou em nenhum ato ilegal de Epstein”, por isso “está desejoso de responder às perguntas da comissão para apoiar este trabalho importante”, acrescentou.
No fim de fevereiro, Bill Gates admitiu, numa comunicação interna da Fundação Gates (que criou, juntamente com a agora ex-mulher, Melinda Gates) que a ligação com Epstein – que começou em 2011, três anos depois de o criminoso sexual se ter declarado culpado de incitação à prostituição de uma menor – foi um “erro enorme”.
Ainda assim, negou qualquer envolvimento nas atividades criminosas do financeiro, que se suicidou na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. “Não fiz nada ilegal. Não vi nada ilegal”, disse Gates na comunicação, à qual o “The Wall Street Journal” teve acesso.
Leia também Bill Gates: o filantropo que o caso Epstein manchou
Um rascunho de email, escrito por Epstein e publicado pelo Departamento de Justiça dos EUA, menciona relações extraconjugais de Gates. Na mensagem, que não chegou a ser enviada, o criminoso sexual vangloriava-se de ter ajudado Bill a conseguir medicamentos para administrar a Melinda, sem o conhecimento desta, para “remediar as consequências de ter tido relações sexuais com mulheres russas”. Gates admitiu dois casos extraconjugais, mas negou qualquer relação com vítimas de Epstein.