Goleada de mão cheia com dedo grego repôs ordem natural

RODRIGO ANTUNES / LUSA
Pavlidis, com quatro golos, e Lenglet garantiram triunfo robusto do Benfica, demasiado forte para os suíços do St.Gallen na segunda mão da segunda pré-eliminatória, assegurando a continuidade na Liga Europa.
Um Benfica transfigurado, em relação à imagem deixada na última semana, na Suíça, deu a volta à eliminatória com uma goleada diante do St. Gallen (5-0) e voa para a terceira pré-ronda, onde enfrentará o Hearts (Escócia), já na próxima semana. Um triunfo inequívoco, que repôs a ordem natural da hierarquia futebolística.
As águias viveram e respiraram o jogo num patamar francamente superior ao dos suíços. Depois de um início com algum nervosismo, os encarnados acertaram o passo, revelaram algumas boas combinações ofensivas, sobretudo na segunda parte, muito devido à mobilidade dos elementos mais adiantados. Perante a audácia do St. Gallen, que apareceu a jogar de peito aberto na Luz, as águias ganharam confiança de forma progressiva, deram bons sinais coletivos e até podiam ter desenhado uma goleada das antigas. Pavlidis assinou um póquer e Lenglet estreou-se a marcar. No fundo, concederam uma boa imagem perante 60 mil adeptos. No entanto, não deixaram de cumprir a obrigação perante um adversário limitado e que jogou a última meia hora com dez.
Marco Silva ainda utilizou os pesos-pesados, mas já numa fase em que a equação havia sido resolvida. Bah, na primeira parte, António Silva, na despedida, e Rafa estiveram em destaque. O técnico pedira uma entrada forte, mas a equipa entrou hesitante e viu os suíços pressionar. Apesar do desconforto, aproveitou o adiantamento helvético para empatar a eliminatória. Uma aceleração de Rafa permitiu a Pavlidis marcar e serenar a Luz. O Benfica melhorou e criou algumas situações perto da baliza helvética. A formação enfatizou o jogo de atração do oponente, mas depois ainda revelou pouca sincronização nas saídas. Mesmo assim, começou a puxar o jogo para o seu lado. Criou oportunidades. António Silva e Barreiros podiam ter ampliado o resultado, numa fase em que Bah desequilibrava no flanco direito. Mas também é verdade que Baldé deu trabalho a Trubin.
Na segunda parte, os encarnados surgiram a mandar definitivamente no jogo. Mais dinâmicos e versáteis ofensivamente, baralharam a marcação helvética, novamente castigada por Pavlidis. Depois carregaram para fechar a batalha e ficaram a jogar contra dez. Barreiro falhou nova oportunidade, mas Pavlidis assinou o “hat-trick”. Numa posição muito confortável, Marco Silva começou por dar minutos aos pesos-pesados (Ríos, Schjelderup, Lukebakio, Durán e Dedic), Pavlidis assinou o póquer e águia ficou perto de desenhar uma goleada das antigas. Mas só Lenglet voltou a marcar.