Dragão recupera o fôlego e mantém pedalada no topo

Foto: Miguel Pereira
Samu afinou a mira de penálti e abriu caminho ao triunfo portista sobre galos que só quebraram com uma expulsão. Martim e William Gomes acabaram com as dúvidas.
À chuva e ao vento, o F. C. Porto desafiou os elementos para somar a 11.ª vitória seguida no campeonato, que lhe permite manter a distância para os rivais na luta pelo título. O Gil Vicente mostrou bom futebol na Invicta, a exemplo do que se tem visto durante toda a temporada, mas não resistiu perante uma equipa azul e branca que, sem deslumbrar, continua muito sólida e firme na liderança.
Farioli devolveu Thiago Silva ao onze e Kiwior à lateral esquerda, em novo sinal de que, em condições normais, é essa a aposta para a defesa na fase decisiva da época. No ataque, as boas decisões no último terço pedidas pelo treinador italiano podiam ter começado a surgir logo no início da partida, quando Borja Sainz desperdiçou uma transição com vantagem numérica na área gilista para rematar ao lado.
Conforme César Peixoto tinha prometido, a equipa minhota não estacionou o autocarro no Dragão. Pelo contrário. Sempre que pôde, o Gil estendeu-se no relvado, trocou bem a bola e incomodou Diogo Costa numa série de remates bem intencionados. A partir da meia-hora, o F. C. Porto tomou conta dos acontecimentos e, depois de Gabri Veiga falhar um golo feito, o 1-0 surgiu mesmo num penálti que Samu sofreu e transformou, afastando fantasmas. O avançado espanhol abraçou-se a Farioli na hora do festejo, agradecendo-lhe a confiança dada após ter falhado duas grandes penalidades seguidas, em Guimarães e Plzen.
A perder, o Gil Vicente entrou na segunda parte com vontade de fazer tremer o Dragão. Gustavo Varela aqueceu as luvas de Diogo Costa e a ameaça do empate foi real num livre direto de Luís Esteves que levou a bola a beijar o ferro. Os portistas acordaram com o susto e aceleraram para a vitória, com “reforços” vindos do banco. Rodrigo Mora e William Gomes trouxeram outra velocidade ao ataque, mas as dúvidas só ficaram desfeitas com a expulsão de Martín, que teve uma entrada violenta sobre Thiago Silva, pouco depois de ter entrado, e viu o vermelho direto.
Os galos quebraram e o F. C. Porto sentiu o sangue da presa a jorrar, chegando ao 2-0 num atrevimento de Martim Fernandes em forma de remate de longa distância que surpreendeu o guarda-redes Dani Figueira. Com o jogo resolvido, William ainda disparou para o 3-0, prémio para a persistência portista, mas castigo exagerado para a bravura gilista.